sexta-feira, 1 de julho de 2011

Brasil e Japão assinam acordo de R$ 1 bi para investimentos

30/06/2011 - Exame

O montante será divido entre um projeto de redução de desperdício de água em São Paulo e outro de implantação de um sistema de transporte coletivo em Belém

Brasília - Os ministros de Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, e do Japão, Takeaki Matsomoto, assinaram hoje (30) um acordo para a concessão de empréstimo de cerca de R$ 1 bilhão (equivalente a 50 bilhões de ienes). O chanceler japonês fica no Brasil até amanhã, quando pretende se reunir com empresários brasileiros e com a comunidade japonesa em São Paulo, a maior do mundo fora do Japão, que reúne cerca de 1,5 milhão de pessoas.

Um dos projetos que receberá o dinheiro japonês prevê obras para redução do desperdício de água no estado de São Paulo, no valor de R$ 670 milhões (33,58 bilhões de ienes), que serão pagos em 25 anos, com carência de sete anos e juros de 1,5% ao ano.

O outro projeto está relacionado à segunda etapa de implantação do sistema integrado de transporte público (BRT) da região metropolitana de Belém, no Pará. Serão R$ 330 milhões (16,41 bilhões de ienes), pagos em 30 anos, com carência de dez anos e juros de 0,5% ao ano.

As relações entre Brasil e Japão se destacam pelos profundos laços criados a partir da imigração japonesa para o Brasil, no início do século passado e, posteriormente, de brasileiros para o Japão, que se intensificou a partir do final da década de 1970.

O país é o segundo parceiro comercial do Brasil na Ásia, atrás apenas da China. Em 2010, as negociações envolveram US$ 14,1 bilhões, valor considerado recorde. No ano passado, as exportações brasileiras para o Japão alcançaram US$ 7,1 bilhões, crescimento de 67,2% em relação a 2009, com saldo comercial favorável ao Brasil de US$ 159 milhões.

http://exame.abril.com.br/economia/n...-investimentos

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Jica mostrara estudo para viabilizar obtencao de credito de carbono

30/03/2001 - Agencia Para




A apresentação do Estudo sobre Emissão de Gases no Sistema de Transporte para análise de viabilidade de enquadramento do Projeto de Transporte Integrado da Região Metropolitana de Belém (RMB), visando a obtenção de Crédito de Carbono, trará à capital do Pará, na próxima segunda-feira (21), a missão da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica).

Formada pelos técnicos Kenichi Sekine e Yuki Sakai, e pelo representante da Jica em Brasília, Mauro Inoue, a missão será recebida pelo secretário de Estado de Projetos Estratégicos, Sidney Rosa, e por técnicos do Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano de Belém (NGTM).

A metodologia do estudo para calcular o volume de redução da emissão de Gás de Efeito Estufa (GEE) será demonstrada pelos técnicos da Jica para autoridades e técnicos do governo do Pará. O estudo está no âmbito do projeto BRT (sigla em inglês de Bus Rapid Transit - Trânsito Rápido de Ônibus) da Região Metropolitana de Belém, como um projeto CDM (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo), e que será desenvolvido no período de março a agosto deste ano na RMB.

Pioneirismo - O projeto BRT poderá ser o segundo do planeta. A única experiência para obtenção de crédito de carbono em projeto de transporte Urbano é o Transmilênio, implantado em Bogotá (Colômbia).

O governo japonês, por meio da Jica, já se mostrou disposto a realizar investimentos que viabilizem o projeto BRT, beneficiando toda a Região Metropolitana de Belém.

A diferença entre os volumes de emissão nas duas situações é a quantidade esperada de redução no lançamento de gases de efeito estufa na atmosfera, o que permitirá verificar se a diminuição prevista será suficiente para enquadrar o BRT como Mecanismo de Desenvolvimento Limpo. O CDM também é interessante para países não desenvolvidos, que recebem investimentos e tecnologia em projetos que ajudarão no desenvolvimento sustentável local.

Transporte - A modernização dos transportes urbanos na RMB, sob a coordenação do projeto Ação Metrópole, é uma das possibilidades para iniciativas classificadas como Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, pois pode aumentar a eficiência no consumo de combustíveis e reduzir o lançamento de GEE.

O projeto BRT para a Região Metropolitana de Belém tem potencial para ser enquadrado como Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, pelas seguintes razões:

a) Renovação da frota: ônibus novos, bem mais eficientes no consumo de combustíveis, substituirão parte da frota atual;

b) Aumento da capacidade de transporte dos veículos: a previsão é que os novos ônibus transportem 160 passageiros, enquanto os comuns carregam 90 passageiros, em média. Serão mais passageiros sendo transportados por viagem;

c) Melhoria das condições de tráfego: os ônibus BRT circularão em faixas exclusivas ou preferenciais, sem concorrência com os demais veículos. Terão, assim, velocidade maior e mais constante, reduzindo o consumo de combustível;

d) Melhor gerenciamento da frota, que passará a ser centralizado, permitindo melhor adequação entre a oferta de veículos e a necessidade de deslocamento da população. Isso reduzirá o número de veículos que circulam com muitos lugares vazios, número elevado na situação atual, reduzindo o desperdício de combustível;

e) Mudança do local de pagamento da tarifa, que passará a ser feito fora do ônibus, diminuindo o tempo de parada dos veículos e, portanto, o consumo de combustível.

Kyoto - Segundo a coordenação do projeto Ação Metrópole, o Protocolo de Kyoto (ratificado em 1999 e em vigor desde 2005) determinou que países desenvolvidos signatários reduzissem suas emissões de gases de efeito estufa (GEE) entre 2008 e 2012 (primeiro período de compromisso).

Para não comprometer a economia dos países e possibilitar alternativas mais baratas nesse sentido, o Protocolo estabelece que parte dessa redução pode ser feita com financiamento de projetos executados nos países não desenvolvidos, signatários do Protocolo.

Tais países, dentre os quais o Brasil, não têm metas obrigatórias de redução de emissão, mas se comprometeram a participar dos esforços mundiais para diminuir o lançamento de GEE na atmosfera.

Edson Gillet - Sepe (com informações do Ação Metrópole)


 

Ônibus articulados e pistas exclusivas até 2014

22/03/2011 - Diario Online

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Projetos Estratégicos (Sepe) e do projeto Ação Metrópole, pretende investir R$ 940 milhões, com o aporte da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), para colocar em funcionamento dois corredores expressos de ônibus e implantar o sistema dos BRT - ônibus articulados como os que existem em Curitiba, que visam unificar o transporte coletivo urbano.

“Contrataremos o empréstimo este ano e em 2012 iniciaremos o cronograma de obras que deve se encerrar em 2014. Com esse sistema troncal, teremos 27 mil passageiros por hora nos ônibus”, esclareceu o titular da Sepe, Sidney Rosa. De acordo com ele, a Jica entra com R$ 320 milhões e o governo soma R$ 120 milhões de investimentos. Concluído o projeto de mecanismo de desenvolvimento limpo (MDL) pelos japoneses, os esforços vão se concentrar em obter pagamento por créditos de carbono. “Se obtivermos a autorização, seremos o terceiro projeto enquadrado no mundo.”

A missão da Jica, formada pelos representantes sêniors, técnicos e pelo representante da Jica em Brasília, Mauro Inoue, apresentou na manhã de ontem estudos de efeitos da redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) esperada com a implantação do sistema troncal de ônibus na RMB, dentro do âmbito do Bus Rapid Transit (BRT - sigla que significa trânsito rápido de ônibus).

“O nosso estudo se baseia na demanda pela melhora do transporte urbano na cidade e em verificar a viabilidade da instalação do mecanismo de desenvolvimento limpo. Na próxima semana teremos dois técnicos trabalhando aqui e em agosto o projeto estará concluído”, explicou Masayuki Eguchi, representante sênior da Jica.

De acordo com o coordenador do Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano de Belém (NGTM), César Meira, o estudo da Jica sobre a modernização dos transportes urbanos em Belém tem toda a possibilidade de se tornar real. “O Ação Metrópole irá utilizar ônibus com canaletas próprias de articulação, o que diminui o número de ônibus, paradas e torna o tempo de trajeto menor. Esse modelo de BRT se encaixa na nossa realidade por ter um custo menor e transportar mais passageiros. Com isso iremos resolver o problema do trânsito num espaço breve de tempo”, enfatizou.